Tu B’Av: Feliz Festa do Amor! Feliz Dia das Almas Gêmeas! – e sobre como fui parar na Kabbalah

Rachel Newman

Hoje dia 15 do mês de Av, comemoramos Tu B’Av na Kabbalah, a chamada Festa do Amor e Dia das Almas Gêmeas.

 

⇒ Um pouco da minha história: como fui parar na Kabbalah

Hoje completo 4 anos de estudo e estilo de vida na Kabbalah. Ainda me lembro daquele dia em que pisei pela primeira vez no Kabbalah Centre de São Paulo.

madonnaHavia ouvido falar da Kabbalah pela primeira vez em 1998. Procurei saber mais mas não encontrei um local para isso. O tempo passou e, na hora certa, o meu caminho se encontrou com a Kabbalah. Eu havia falar da Kabbalah, como muitos, por intermédio de Madonna, que eu admiro muito. Quando ela lançou seu álbum Ray of Ligh, eu apreciava e lidava com meditação, yoga, mantras e apreciei muito aquele trabalho dela, tão diferente do que ela usualmente fazia e tão relacionado comigo. Hoje, eu sei, este álbum é uma aula de Kabbalah. O que ela fez foi passar os ensinamentos da Kabbalah através de músicas. Mas não é algo tão óbvio: muitas coisas que parecem x nas letras deste disco, descobrimos depois, estudando a Kabbalah, que significa y. Aliás, recomendo esse trabalho para qualquer um. Um álbum atemporal e lindo. Madonna havia dado à Luz sua primeira filha, Lola, em 1996, e havia entrado em estúdio para a gravação deste álbum em 1997. Ela estava linda, feliz e natural neste período.

Muitos anos se passaram e num domingo de 2012 eu estava numa das frequentes festas de família que tinha no Brasil. Resolvi perguntar a uma prima que estava frequentando a Kabbalah, sobre o que ela estava achando. Ela disse que estava gostando muito e me recomendou que me inscrevesse na Newsletter do Kabbalah Centre para receber informações e me inscrever assim que houvesse um evento. Alguns dias depois, naquela mesma semana, recebi um e-mail falando sobre o Evento de Tu B’Av. Decidi que iria e decidi chamar uma prima minha, nós não andávamos juntas o tempo todo ou algo assim, apenas senti um impulso de chama-la que veio, como falaríamos, “de lugar nenhum”, mas que hoje sabemos, veio da Luz.

A convidei e ela disse sim. Lá fomos nós. Quando chegamos tudo era muito diferente do que eu esperava. Tudo branco, música ao vivo, havia uma professora cantando e um aluno tocando o violão. A palestra foi num tom animado, leve, nada pesado ou sério como muitas vezes achamos que a espiritualidade deve ser. Na saída pegamos um papel com os cursos, e quando olhei falei para ela que faria online pela questão do deslocamento, porque morávamos no interior e o curso era em São Paulo. Ela imediatamente me disse que não, que nós deveríamos fazer o curso presencial. Naquela época eu trabalhava como maquiadora e minha prima num trabalho das 8h as 6h. Resolvemos nos matricular e toda semana íamos para São Paulo, pegávamos estrada, marginal, transito, fizesse chuva ou sol, toda semana estávamos lá prontamente para nosso curso. A cada semana era uma descoberta incrível! A cada semana saiamos da aula maravilhadas com uma nova lição que colocávamos em pratica pelo resto da semana, até irmos para a aula novamente na semana seguinte, impressionadas com as transformações que estávamos experimentando e ávidas por mais uma aula. Depois de um tempo passamos a frequentes aos Shabats também, e os eventos, então íamos de 2 a 3 vezes para São Paulo. Toda a dificuldade de deslocamento se tornava apenas mais um lindo obstáculo a ser superado com leveza e gratidão, uma chance a mais de colocarmos em prática o que estávamos aprendendo. E eu e minha prima nos unimos em laços inestimáveis, inexplicáveis, laços que não têm mais como serem desatados, porque ele foi firmado por uma única energia: a Luz.

Nós duas vimos, então, nossas vidas se transformarem, dia a dia, minuto a minuto, vimos desafios imensos se apresentarem e ser ultrapassados, um a um. Descobrimos que, quando estamos com a Luz, nada é impossível.

 

⇒ Tu B’Av: o dia 15 de Av, a Lua Cheia do mês de Leão

Screen Shot 2016-08-18 at 11.36.44 AMBem, aquele evento era Tu B’Av e naquela ocasião o professor falou que as Almas Gêmeas estavam separadas por um Oceano, mas que na hora certa elas se encontrariam, e nessa ocasião até pensei “Em países diferentes?”. Meses depois descobri que, no meu caso, sim, em países diferentes. E, sim, na hora certa nos encontramos. Nem um segundo antes e nem um segundo depois: na hora certa. Que lindo dia para termos iniciado na Kabbalah. Lá firmei meu compromisso com a Luz, com a minha prima e, tempos depois, com minha Alma Gêmea.

O mês de Leão (Av) é dividido, digamos assim, em duas metades: a primeira é pesada, densa, pode ser escura e até mesmo negativa. Já a segunda é a mais positiva de todos os meses. Hoje entramos na segunda quinzena de Av no calendário da Kabbalah, hoje iniciamos a segunda metade de mês mais positiva do ano. Hoje celebramos Tu B’Av, o dia mais cheio de alegria e Amor do ano, a Lua Nova de Leão. Hoje é a Festa do Amor, o Dia das Almas Gêmeas, e isso acontece devido à união do Sol e da Lua neste dia, a união dos aspectos masculino e feminino.

Alguns querem encontrar um parceiro ou parceira, e o fazem guiados pela beleza, pela estabilidade financeira, pelo status, pela carência… Mas existem aqueles que se abrem para o encontro da Alma Gêmea com a intenção de avançar no tikun pessoal e global, isto é para colocar em pratica a autocorreção e a auto transformação que efetivamente auxiliarão no nosso processo terrestre global. É dito que quando um casal age com agressividade, brigas, animosidade ou desdém um em relação ao outro, isso reverbera e traz esse tipo de energia para o mundo todo.

 

Pense comigo: se não formos capazes de tratar a pessoa que amamos com respeito, Amor, cuidado e, em ultima analise, com dignidade humana, como poderemos esperar ver a paz reinar na Terra algum dia?

 

Hoje a noite e amanhã, medite na energia das Almas Gêmeas. Medite em seu relacionamento, independentemente de você já o ter manifestado ou não, medite em manifestar, mais do que a união de duas pessoas que decidem ficar juntas, a união formando o Um, manifestando nessa relação o que somos em termos global. Comprometa-se a fazer o necessário para que esse encontro aconteça: comprometa-se a trabalhar na sua conexão com a Luz para que sua Luz interior brilhe o suficiente para que o encontro aconteça.

Medite no Poder do Amor. Medite para trazer a energia das Almas Gêmeas para sua vida, seus relacionamentos, para o planeta Terra.

Somos Um.

Feliz Festa do Amor, Feliz Lua Cheia de Av.

Com Amor,

Rachel Newman

Espiritualidade como Estilo de Vida

espiritualidade como estilo de vida rachel newman

 

No mês passado, mais especificamente no dia 4 de junho, eu dei um Webinário ao vivo com o tema Espiritualidade como Estilo de Vida e fiquei surpresa com o interesse que este evento gerou. Muito mais pessoas do que esperava participaram, perguntaram, interagiram.

Assista ao Webinário Espiritualidade como Estilo de Vida, com Rachel Newman, clicando AQUI

Foi incrível perceber a quantidade de pessoas interessadas não apenas em aperfeiçoar a espiritualidade como uma área de suas vidas, mas em transformar suas vidas numa vida espiritual, que significa uma mudança de ponto de vista, de paradigmas, de postura, de Ser… Quantas pessoas almejam viver um Estilo de Vida Espiritual!

 

⇒ Um pouco da minha história pessoal 

Eu nasci numa família extremamente espiritualizada e acredito que isso não seja novidade para a grande maioria das pessoas que acompanha o meu trabalho. Ao longo da minha vida cresci aprendendo sobre os princípios espirituais, sobre compartilhar, amar ao próximo como a si mesmo e a ser grata. A espiritualidade sempre foi muito importante para nós. E não aprendi porque fui a uma escola de espiritualidade ou algo do tipo: aprendi pelo exemplo. Aprendi porque era o que meus pais, tios e primos viviam também.

Dessa forma, desde cedo me envolvi com a ideia de alma, espirito, Deus, guias protetores, anjos, meditação, cristais, Reiki, etc. Isso tudo muito antes de meditação virar moda, por exemplo. Na verdade, naquela época a meditação sequer era levada a sério no ocidente.

Apesar de tudo que sabia e vivia, parecia que faltava um “amálgama”, algo que juntasse tudo de uma forma única e especial. E esse “amálgama” veio quando comecei a estudar a Kabbalah, em 2012. Foi como um véu saísse dos meus olhos, chega a ser difícil de expressar em palavras. Naquele momento todas as peças do quebra-cabeça se encaixaram e passei a enxergar com uma clareza inimaginável. Sim, a Verdade é Simples.  

A partir dali comecei a entender de forma muito clara (e não apenas da boca para fora) que o trabalho era mais do que ser espiritualizado: o trabalho era descobrir minha espiritualidade pessoal, única, intransferível, decorrente da minha maneira única de ver a vida e os acontecimentos, baseado nas minhas vidas anteriores e na atual.

 LEIA TAMBÉM: Missão de Vida: como saber qual a minha? – E um pouco da minha história, clicando AQUI

 

⇒ Quando comecei a me questionar de maneira mais profunda sobre a diferença entre ter a espiritualidade como uma área da vida e ter a espiritualidade como um estilo de vida?

O momento “Aha!” aconteceu quando eu estava desenvolvendo uma Roda da Vida para aplicar na mentoria. Nas rodas da vida em geral a espiritualidade aparece como uma área da vida dentro de qualidade de vida. Mas para mim isso não fazia sentido, pois meu trabalho é exatamente o de auxiliar na adoção de um estilo de vida espiritual, e não apenas o de melhorar uma área da vida.

Desta forma comecei a me questionar sobre o que poderia fazer a esse respeito. Percebi, então, que, na verdade, aquela Roda poderia fazer sentido no meu trabalho no caso das pessoas que me procuravam mas não viviam a espiritualidade como estilo de vida, mas como uma área da vida. Muitas dessas pessoas não viviam a realidade do estilo de vida espiritual. Para estas, fazia sentido falar da espiritualidade como uma área dentro de qualidade de vida.

 

⇒ O que é um Estilo de Vida Espiritual?

 Em primeiro lugar, estilo de vida, como o próprio termo diz, não é teoria, estudo, leitura, conhecimento, não. Estilo de vida é a prática, não de vez em quando, não dia sim dia não, não apenas quando dá: estilo de vida é o que fazemos diariamente, dia a dia, hora a hora, minuto a minuto, segundo a segundo. Não é o que falamos para ficarmos bem na fita, é o que fazemos, sobretudo quando ninguém vê ou sabe.

  Na minha visão o Estilo de Vida Espiritual consiste numa mudança de paradigmas, de pontos de vista, na maneira de ver e viver as experiências do dia a dia. Como essa mudança é alcançada? Através do desenvolvimento da consciência.

 “Consciência é tudo.” (Rav Berg)

O trabalho de desenvolvimento da consciência pode ser dividido, no caso do Transforme Sua Vida, em autoconhecimento, autoamor, autoaceitação, autorresponsabilidade, autotransformação, compartilhar e manifestar. Importante dizer que estes passos não são dados um de cada vez, essa divisão é apenas para manter a clareza, o trabalho é global.

 Com este trabalho passamos a olhar a nós mesmos e assim, aos outros e à vida de uma outra maneira. Sabe aquela coisa de que quando mudamos as pessoas à nossa volta muda, quando mudamos o mundo muda? Então.

Nunca é demais lembrar que ter ou não um estilo de vida espiritual é uma questão de escolha. É uma opção: você pode ou não optar por levar um estilo de vida espiritual. Você pode escolher adotar a espiritualidade como estilo de vida, como uma área da vida ou simplesmente não lidar com ela de forma consciente. A opção é sua.

 

⇒ Quais as vantagens de se optar por um Estilo de Vida Espiritual?

Quando optamos por viver um estilo de vida espiritual, transformando e desenvolvendo a consciência, passamos a viver uma vida que condiz com essa prática que optamos adotar. Lembre-se: não se trata da teoria, mas da prática.

 A verdade é que não controlamos os acontecimentos e as pessoas. A única coisa que podemos controlar é a forma como (re)agimos em relação ao que acontece. Vou preferir ver tudo como lição ou como perseguição? Como benção ou como maldição? Como oportunidade ou como calamidade? É uma escolha.

Se tem uma coisa que você sempre terá é o poder da escolha: a escolha é sempre sua.

A vida em si jamais é estática. Não existe ficar parado num mesmo lugar: se não estamos evoluindo, estamos regredindo. A ideia de algo imutável é contra a natureza. Assim é a nossa vida. Existem ondas de alegria e ondas avassaladoras, ondas até mesmo – por que não dizer? – de destruição. Existe mar calmo e existe a tormenta. Existem altos e baixos, início e fim. Assim é a vida, assim a vida É. Nosso trabalho é aprender a dançar no olho do furacão, surfar nas ondas da vida. O equilíbrio exterior é uma ilusão, só podemos encontrar equilíbrio no nosso interior. E, ainda assim, este equilíbrio interior nada possui de estático.

Não raras vezes já me foi perguntado: “O que acontece com as pessoas que ‘são’ da Kabbalah? Elas estão sempre felizes, têm casamento feliz, bons relacionamentos, saúde, satisfação profissional, dinheiro, sucesso profissional! O que acontece com essas pessoas??? Como elas conseguem isso???” Esse tipo de pensamento é muito comum e sei que você já pensou isso alguma vez na sua vida. Você pode tirar o termo “Kabbalah” da frase, ainda assim você já pensou isso de alguma pessoa.

A verdade é que não é que a vida dessas pessoas é perfeita em todos os âmbitos, como a frase acima mostra acreditar. A verdade é que essas pessoas optaram por ter um outro olhar da vida. Enquanto para muitos uma crise no casamento é o fim do mundo, para essas pessoas, pode ser a chance de crescimento. Enquanto para algumas pessoas um fracasso profissional pode ser a maior das tragédias, para essas pessoas pode ser um grande sinal de livramento. O que mudam não são os acontecimentos, mas a forma de encará-los e, assim, a maneira de co-criar a própria vida.

Claro que eu estaria escondendo a verdade se dissesse que não passamos a viver uma vida em que as coisas se encaixam mais, em que pessoas certas aparecem no nosso caminho na hora certa, em que a intuição nos avisa de muitas coisas… Uma vida com sentido, uma vida que vale a pena. Estar aqui não é mais em vão, sem sentido, passamos a focar no “para que”, que nos empodera e nos dá material para crescermos, ao invés de focar no “por quê”, que nos vitimiza e nos deixa estagnados. “Para quê estou aqui, estou vivendo essa vida para quê?” É para isso, para crescer. A ilusão do caos dá lugar a uma maior compreensão. E isso, acredite, não tem preço. Essa é a verdadeira chamada Paz de Espírito de que muitos falam.  

IMPORTANTÍSSIMO!!! Um estilo de vida espiritual não tem nada a ver com carrancas, ausência de sorrisos, de risadas, de diversão: pelo contrário! A felicidade e a diversão são parte crucial do estilo de vida espiritual.

Lembre-se sempre: é para ser divertido

 

⇒ Você quer ENXERGAR? Você quer SABER? 

Essa é uma pergunta central a se responder antes de se optar por adotar a espiritualidade como estilo de vida. Quando entramos nesse caminho de corpo e Alma, muitas coisas começam a acontecer. Começamos a perceber melhor, a nós mesmos, aos outros e ao mundo.

Muitas vezes vemos coisas que não queríamos ver… Passamos a saber de coisas que não queríamos saber… E, claro, tem aqueles que vivem pedindo para enxergar e saber e quanto a verdade a eles se apresenta, não querem ver nem saber…

Então vem a pergunta: Você quer enxergar? Você quer saber? Falei, alguns parágrafos acima, sobre o véu que sai dos nossos olhos e isso é verdade, confie em mim. O véu não apenas sai para que possamos ver onde tudo se encaixa em nossas vidas e no mundo, mas para que também passemos a enxergar coisas que não queríamos. Exemplo? Uma pessoa que faz parte da sua vida em quem você se apoia, confia, acredita, e no fim descobre que aquela pessoa não era nada disso, muito pelo contrário. Entende? As coisas vão começar a se mostrar para você como são, e você estará cada vez menos protegido pela ignorância, porque estará adquirindo cada vez mais sabedoria (conhecimento posto em prática), e isso é poder

NOTA FINAL IMPORTANTE: Gostaria de finalizar este texto deixando bem claro que levar um estilo de vida espiritual não significa que você jamais poderá se sentir triste, acabado, para baixo, cansado. Não. Significa que você viverá essa experiência, perguntará o seu “para que” (Para que isso está se manifestando na minha vida? O que veio me ensinar?), e seguirá adiante: significa que esse é um lugar no qual não irá mais se demorar. Só isso. E fará isso por escolha, sabendo que a vida passa muito rápido e que a oportunidade de estarmos aqui, vivendo essa experiência humana é única. Ao menos nesta vida.

 Com muito Amor,

 Rachel Newman