10 erros para PARAR de cometer em TODOS os seus Relacionamentos

10 erros para parar de cometer em todos os seus relacionamentos

Hoje resolvi conversar com você sobre 10 coisas para PARAR de fazer em TODOS os seus Relacionamentos, devido à importância central que os relacionamentos têm nas nossas vidas.

Tudo que acontece nessa vida, acontece para servir de pano de fundo, de palco para que a verdadeira ação aconteça: os relacionamentos. É nos relacionamentos que realmente crescemos, no relacionamento a dois, com nossos familiares, amigos, colegas de trabalho e desconhecidos. Ser espiritualizado, equilibrado, calmo, não entrar em atrito com ninguém sentado sozinho no topo de uma montanha ou dentro de uma caverna é fácil, mas e manter isso tudo às 6 da tarde na Marginal Tietê? No meio de uma briga? Quando alvo de uma fofoca? Quando contrariado, roubado, ferido?

Não me entenda mal: retiros espirituais, ficar sozinho e até mesmo sem falar por alguns dias é muito benéfico, pois nosso equilíbrio interior e nossa verdade interior é a nossa realidade: vivemos a vida de acordo com o que temos no nosso interior. O que determina se uma pessoa será feliz não é o que ela tem ou o que acontece com ela no mundo exterior, mas a forma como ela encara isso tudo. Mas e quando vamos realmente colocar nossas convicções à prova, quando seremos testados para ver se o que pregamos é real, se o que falamos é, de fato, o que vivemos? É através do relacionamento com os outros, na forma como nos deixamos afetar por eles, na forma como lidamos com eles, no quanto permitimos que nossos botões sejam apertados e que nosso ego entre em ação.

 

Veja o vídeo no qual falo para que temos relacionamentos, e como eles são fonte de Desafios e Benção clicando AQUI

 

Pensando nisso, fiz essa lista de 10 pontos para PARAR de fazer nos seus relacionamentos.

 

⇒ Fazer comentários que ferem

Hoje há uma confusão muito grande entre ser sincero e ser grosseiro e sem tato. Você pode achar que está ajudando a outra pessoa, “dando uma dica”, sendo muito franco mas, na verdade, pode apenas estar sendo inconveniente e indelicado.

Avalie suas palavras e modo de falar. Se há algo que você não gostaria de ouvir, não fale. E mesmo que haja algo que você diga que não se importaria de ouvir, avalie se o outro está aberto ao seu comentário. Além do desejo de ajudar com o conselho, precisamos ter o discernimento de perceber se aquela pessoa está preparada ou aberta para o comentário.

Achamos que apenas a agressão física ou o abuso verbal ferem, mas frases jogadas aqui e ali, sobretudo quando trazem algo que sabemos que é o ponto fraco do outro, podem ferir tanto quanto ou até mais do que uma ação física.

Palavras têm poder, use-as para construir, e não para destruir.

 

⇒ Apontar defeitos o tempo todo

Todos nós temos defeitos, isso é fato. Mas já pensou ter alguém ali, sempre de prontidão diariamente para apontar e te lembrar de todos os seus defeitos e até de outros que você nem tem?

É importante, quando for o caso, que auxiliemos as pessoas com seus defeitos, mas lembre-se de que uma pessoa se transforma muito mais facilmente e lindamente pelo exemplo do que pela pregação.

Pergunte-se: o que ganho ao apontar o defeito do outro? Como esse defeito que vejo no outro também está presente em mim? Aponto esse defeito com Amor, para auxiliar, falando no momento correto e da forma adequada ou o faço com a intenção de colocar o outro para baixo, de ficar por cima, de elevar minha baixa auto-estima?

A consciência por trás das ações é tudo. Quando falamos algo com a intenção do Amor, o resultado é o melhor possível mesmo que no momento pareça que não, mesmo que cause algo que pareça um problema, com o tempo a verdade se revelará.

 

⇒ Controlar

O controle é um ego perigoso porque a pessoa que o possui normalmente não percebe e, mais que isso, ele adora se disfarçar de “preocupação e amor”.

A necessidade de controle poda oportunidades de crescimento para todos e atrapalha o desenvolvimento e o caminho do outro. Além disso o controle passa para a Luz a mensagem de que ela não precisa atuar ali porque já existe outra força que se julga maior atuando e, assim, materializa a falta de certeza na Luz.

Queremos controlar o tempo todo, acreditamos que podemos controlar algo, isso satisfaz nossa necessidade básica humana e certeza. Mas, adivinha, a verdade é que não podemos controlar nada e nem ter certeza de nada. A única certeza que podemos ter é na Luz, e em que tudo sempre se desenrolará da melhor forma possível

 

⇒ Carregar a mala alheia

Numa metáfora é dito que todos nós possuímos uma mala para carregar, uma bagagem composta de nossa experiência de vida, nossos traumas, nossas frustrações, culpas, as experiências que precisamos viver e as lições que precisamos aprender.

A bagagem é única e intransferível. Ao tentar carregar a bagagem de alguém você não apenas não o consegue e atrapalha o outro, como negligencia a sua própria bagagem, que é sua única responsabilidade e a única sobre a qual você pode fazer algo.

Esse ponto está bastante ligado ao anterior, controle. Achamos que sabemos mais do que o outro o que é melhor para ele. Achamos que precisamos “ajudar”, não queremos ver o outro “sofrer”. Bem, adivinhe você: eu, você e todo o mundo está aqui por algum motivo. Para aprender, para viver. Se você tentar tirar a bagagem do outro, você não permite que ele cumpra sua missão, não cumpre a sua e ainda, de brinde, corre o risco de fazer com que o outro se sinta inútil e incapaz de fazer por si, pois aprendeu, de alguma forma que não era capaz, por isso precisa de você para fazer isso.

Muitas pessoas entram nessa viagem para suprir a necessidade humana da significância: querem sentir que são importantes, necessários, imprescindíveis de alguma forma, no caso, atrapalhando a vivência alheia.

Outro fenômeno que também observamos nesse tipo de caso, é que o “carregador de mala alheia” acaba tendo pessoas que se metem em sua vida, e ele, normalmente, não gosta disso. Mas pense comigo: se você deixa sua mala de lado para carregar a alheia, a sua ficará atravancando o caminho e será um grande atrativo para outros que também gostam de carregar a mala alheia. Lembre-se: se você não cuidar da sua vida, aparecerá alguém para cuidar – e não será bacana

 

Veja o vídeo no qual falo sobre Quando Ajudar Atrapalha, clicando AQUI.

 

⇒ Inventar desculpas

O outro agiu assim porque estava num mau dia. Eu agi assim porque estava doente. O outro agiu assim porque é emotivo. Eu agi assim porque me provocaram.

Arrumar desculpas para seu comportamento e o comportamento alheio nada mais é do que negação e construção de um véu que impede de ver a verdade.

As desculpas nos afastam do crescimento individual e em grupo. Assumir a responsabilidade é um grande passo que damos na condução de nossas vidas, quando assumimos a responsabilidade, as desculpas deixam de existir, elas não fazem mais sentido. Então, adivinha? Bem, então não tem jeito, é preciso encarar a realidade, ajustar o que precisa ser ajustado, consertar, e até encerrar.

Opte sempre por ver a verdade. Por mais que doa na hora, a longo prazo será um presente.

 

⇒ Dar o outro como garantido

Quando damos a presença do outro como garantida em nossa vida, deixamos de apreciar. E quando não há apreciação genuína o relacionamento, ou sua saúde, estão com os dias contados.

Nada é garantido na nossa vida: NADA. Nem o fato de que ao acordaremos amanhã o Sol ainda estará lá, nem o fato de que acordaremos amanhã é garantido. Imagine a presença, o Amor e o compartilhar do outro.

Isso é muito evidente, por exemplo, nas histórias em que um ente querido faz a passagem para o outro plano e, então, a culpa surge porque não se apreciou enquanto a pessoa estava no ambiente terrestre. Ao invés de carregar esse tipo de culpa, aprenda com a experiência e passe a apreciar quem está na sua vida agora.

Um exercício que ajuda muito nisso, é saber que ninguém é nosso: são todos ferramentas para nosso crescimento, e são todos emprestados da Luz: um dia teremos que devolver. Melhor aproveitar e apreciar enquanto temos ao nosso lado.

Aprecie, aprecie, aprecie.

 

Para assistir ao vídeo no qual falo sobre a Apreciação, clique AQUI

 

⇒ Achar que o outro deveria adivinhar o que você pensa ou quer

Essa é uma característica frequentemente encontrada nas mulheres, mas homens também podem apresentar este traço.

Veja bem, o outro, até segunda ordem, não é Nostradamus. Sua habilidade, provavelmente não é a de adivinhar pensamentos ou ler cara feia ou respiradas profundas e impacientes para entender o que você quer dizer.

Se você quer que o outro saiba de algo, DIGA. Expresse-se. O bom relacionamento tem na comunicação aberta, sincera e amorosa um de seus grandes pilares. Quando se espera que o outro entenda códigos, o relacionamento passa a ser um jogo com o objetivo de ter um perdedor e um ganhador e, nesses casos, adivinhe: todos os envolvidos já começam perdendo

 

⇒ Não acreditar quando o outro mostra quem é

Um dia, há muitos anos atrás, estava passando pela sala, a TV estava ligada no programa da Oprah e resolvi dar uma olhada. Ela estava falando sobre o quanto gostamos de falar que alguém “nos surpreendeu”. Ela dizia que isso não era verdade, que o outro dava sinais sem querer – ou não tão sem querer assim – de quem é. A questão é: você aceita a dica? Você aceita enxergar ou prefere botar um véu sob os seus olhos?

Naquele momento um filme correu pela minha mente. Vi o quanto amigas, amigos e as pessoas em geral, demonstraram quem eram e quantas vezes eu não quis ver, eu achava que era má interpretação minha, imagine.

Temos o hábito de ver apenas o que desejamos, de ver o outro, não como ele é, mas de acordo com o que desejamos que ele seja. Para o bem e para o mal. Mas aí precisamos estar preparados para assumir as consequências, sem a conversa de “que surpresa, nossa nunca que ia imaginar”. O consciente pode achar isso, mas deixamos percepções que queremos achar que são erradas de lado, esquecidas, até que algo vem à tona e nos mostra a realidade.

Quando o outro te mostrar quem ele é, ainda que nas entrelinhas, não julgue, acredite.

 

⇒ Esperar do outro o que nem você faz por você

A pessoa não se ama, mas espera que o outro a ame. Não se admira, mas espera que o outro a admire. Não se apoia, mas espera que o outro a apoie, não se valoriza, mas espera que o outro a valorize. Não gosta de ficar só na sua própria companhia, mas espera que o outro goste de ficar só com ela.

Muitos relacionamentos a dois já começam fadados ao fracasso porque, por falta de autoconhecimento, auto amor e de consciência, as pessoas acham que o outro está ali para suprir algo que falta, para tapar o buraco, para fazer feliz. Muitos têm filhos porque acreditam na lenda de que ao terem filhos aprenderão a amar, a ser seres humanos melhores, serão importantes e responsáveis. Acreditam que a felicidade imensa acontecerá num piscar de olhos. E aí, quando descobrem que não é nada disso, o mundo cai, sentem-se perdidos.

Ninguém merece carregar o peso da responsabilidade de nos fazer felizes. Esta é uma tarefa que cabe a nós mesmos: atuarmos na nossa felicidade através da nossa conexão com a Luz.

 

⇒ Viver em função do outro

Um relacionamento que revela Luz traz melhorias para todas as áreas da sua vida.

Assim, você se sente mais conectado com seus familiares, amigos, com seu trabalho, seu hobby e, sobretudo, com sua própria Alma.

Quando você começa a se isolar do mundo para viver focado apenas num determinado relacionamento, você se isola das outras pessoas e da sua missão. Assim o relacionamento, ao invés de te auxiliar no processo de auto transformação e compartilhar, atua como bengala que te mantém na sua zona de conforto e longe de revelar toda a Luz que você veio revelar. Isso acontece, sobretudo, no relacionamento a dois e entre pais e filhos.

Não estamos aqui para viver a vida em função de outra pessoa. Se fosse para ser assim, não teríamos nascido no nosso lugar, teríamos nascido no lugar daquela pessoa. 

 

⇒ BÔNUS: Deixar a educação de lado

“Por favor, obrigada e desculpe para quê, não é mesmo? Convivo tanto com essa pessoa que não precisamos mais dessa formalidade”.

Bem, veja você, educação agora mudou de nome, virou “formalidade”. Algumas pessoas sentem até vergonha de usar essas palavras com aqueles com quem convivem muito, sentem-se bobos. Outros, também, adaptam sua educação de acordo com seu dia, se estão num dia bom são super educados e simpáticos mas, se estiverem num dia ruim… sai de baixo! Outros, ainda, regulam sua educação de acordo com a pessoa com quem lidam, se gostam da pessoa são educados, se não gostam, não são; se estão falando com o presidente da empresa são educados, se estão falando com o faxineiro, não.

A forma como tratamos os outros fala muito de nós mesmos e muito pouco dos outros. Não devemos agir de acordo com o interlocutor, assumindo, assim, o papel de robôs, que agem conforme o estímulo: não. Somos quem somos, agimos como agimos. Veja bem, não estou falando que você tem que sair abraçando e falando quem ama uma pessoa que mal conhece ou que realmente, não gosta. Estamos falando de educação no trato com o outro.

Que trata as pessoas com educação e dignidade humana, trata a si mesmo assim e tem nessa a sua verdadeira natureza.